Representação de um dia de praia

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No primeiro semestre do Infantil 3, na área de Conhecimento da Natureza e Sociedade, o mar, especificamente as tartarugas marinhas, é o objeto de estudo do Projeto “Ambiente Marinho”.

No entanto, para chegarmos ao mar, precisamos primeiro caminhar pela praia. E isso as crianças geralmente fazem em seus passeios com a família, uma vez que é comum ouvirmos em nossas rodas de conversa comentários sobre viagens, finais de semana e brincadeiras neste ambiente.

Considerando este conhecimento com base em experiências pessoais, desenvolvemos uma série de atividades em que as crianças têm a possibilidade de compartilhar, umas com as outras, suas vivências e aumentar, assim, seu repertório de informações.

Nesta idade, descrever elementos que caracterizam um determinado lugar não é uma tarefa tão fácil quanto parece, principalmente quando os alunos não têm em sua frente nenhum material concreto que os auxiliem nesta descrição.

Dessa forma, em uma roda de conversa uma simples pergunta dá início ao processo: “O que vemos na praia?”

Neste instante, o pensamento da criança recorre ao seu amplo repertório e seleciona, entre tantos lugares conhecidos e visitados, aquele solicitado pela professora. Posteriormente, dando continuidade a este processo, ela destaca mentalmente os elementos que configuram e especificam este lugar e, quando finalmente parecem ter encontrado a resposta para o que foi pedido, mais um desafio se apresenta: o da linguagem. A vontade de se expressar encontra muitas vezes uma barreira no vocabulário ou mesmo na própria pronúncia, que não é entendida tão facilmente. Por fim, no esforço em responder ao que foi pedido, passamos a ouvir: “Balde.” “Sorvete.” Ou ainda “Creminho para não arder” (recurso encontrado por uma criança para dizer protetor solar).

E assim, as crianças descobrem que, ao ouvir o outro, não só palavras novas são apresentadas, mas também uma nova maneira de aprender.

Agrupar elementos que se referem a uma determinada categoria ou um grupo é uma das estratégias da ciência e é também uma das habilidades que pretendemos desenvolver com nossos alunos.

Uma atividade que propomos com esse objetivo é a confecção de um cartaz com imagens de revistas, no qual o desafio consiste em selecionar corretamente, entre tantos cenários e elementos apresentados nas imagens, aqueles que realmente representam o ambiente da praia.

Expressar seus sentimentos em relação a este ambiente, que, naturalmente, proporciona sensações deliciosas, também é uma atividade que valoriza a descrição. Só que neste caso a criança pode colocar-se de maneira pessoal, dividindo com seu grupo experiências particulares e compartilhando um pouco de seu contexto familiar.

A fotografia, neste caso, facilita, amplia ou modifica a comunicação entre as crianças. Por sua existência real e concreta, ela permite uma relação íntima em que os alunos conseguem identificar situações familiares.

Na concepção que tem como perspectiva a construção do conhecimento, aprender implica uma elaboração pessoal. Ao fazer conexões com experiências anteriores e ouvir dos amigos vivências diferentes sobre uma mesma experiência, a criança reelabora esse significado pessoal, estabelecendo diferentes relações entre as diversas informações.

Além de tudo isso, o esforço linguístico necessário para expressar uma situação do passado faz-se presente e dá a criança à possibilidade de pensar sobre os diferentes tempos verbais, mesmo que ainda não consigam fazê-lo adequadamente. Por exemplo, quando um aluno mostrava sua foto ao grupo e disse: “Eu tavo em Ubatuba.”

Dividir com os amigos experiências pessoais é muito gostoso e favorece a aprendizagem, mas viver com eles novas experiências é mais gostoso ainda e empresta a esta aprendizagem o gostinho especial de realizar coisas em grupo. Pensando não somente nisso, mas na importância do brincar de faz-de-conta nesta idade é que realizamos o dia de praia.

Mais que uma conduta lúdica da criança que usa a representação dramática, o faz-de-conta é uma atividade psicológica de grande complexidade. É uma atividade que desencadeia o uso da imaginação criadora pela impossibilidade de satisfação imediata de desejos por parte da criança.

Considerando estes aspectos, podemos observar que, para as crianças, transformar uma lona azul em mar não é nenhuma dificuldade, da mesma forma que tomar água de coco em uma bola com canudo também parece muito natural.

E também, depois de tanta conversa sobre a praia, dar um mergulho, tomar uma água de coco e pegar uma cor é tudo o que se quer!

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