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Visita ao Museu Lasar Segall
Ensino Fundamental – 6º ano

Terra natal, Emigrar, Imigrar: fonte de inspiração para um artista

“Visitei portos. Pela primeira vez em minha vida avistava o mar e avistava navios. Vi como homens de todas as nacionalidades subiam a bordo desses navios e seguiam para mundos longínquos e desconhecidos, impelidos pelo destino e o 'algo de outro'. Também a mim atraíam essas terras remotas, também meu destino me impelia a elas. E assim um dia embarquei em Hamburgo no navio que pela primeira vez me levaria ao Brasil. Estive a caminho durante quatro semanas, entre o céu e o mar, cercado de humanidade, de “Emigrantes”, seres humanos repassados de nostalgia e saudades, de esperança e desilusões.

Eu não largava um instante o lápis com que fixava continuamente no papel meus companheiros de viagem e modelos, esses emigrantes nos quais me parecia refletir a humanidade inteira. Foi baseado neles e na minha viagem de regresso que surgiu em 1928-29 a série de minhas gravuras Emigrantes, e dessas gravuras, em 1939, “Navio de Emigrantes”.

Lasar Segall, Minhas Recordações, 1950

Foi nesse universo de sensibilidade à humanidade e à Arte abordado por Lasar Segall em suas recordações que os alunos dos 6os anos realizaram sua visita ao museu. Fazer uma leitura profunda da obra “Navio de Emigrantes” trouxe à tona os próprios avós, bisavós dos alunos que por um motivo ou outro se deslocaram de sua terra natal em direção ao Brasil. Com certeza algumas indagações foram acionadas: Que situações os levaram a deixar suas pátrias? Teriam vindo nas mesmas condições pinceladas no quadro?

Se no início da visita o grupo foi estimulado a identificar os elementos que inspiraram o trabalhado analisado, em um segundo momento os alunos se debruçaram sobre o processo de criação do artista. Como ele realizou essa obra? Que pesquisas realizou? Esboços, desenhos, desenhos de observação e fotos estavam expostos e mostravam claramente as várias etapas de trabalho que ele percorreu para produzir o “Navio de Emigrantes”.

Ser um pouco artista, percorrer o caminho da criação finalizou a visita. Com um bloquinho e um lápis nas mãos os alunos percorreram a exposição, orientados a capturar detalhes e impressões. E encerraram a visita no ateliê, onde, com a posse de seus registros, pincel e tinta guache, escolheram uma impressão, um detalhe, uma repercussão da visita para registrar.








 

 

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