O educador que se responsabiliza pela formação integral de seu aluno

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Imagine uma criança aos dois anos de idade ─ como ela age e reage diante de tudo, as capacidades que já anuncia. Faça um esforço e corra os olhos pelo tempo ─ transponha essa criança para os dezessete, dezoito anos. Exercício difícil? Trata-se de um breve e valioso período da vida. Continue o esforço e visualize em quem ela se transformou...

Pois é este exercício que uma escola precisa fazer: pensar no indivíduo no qual se transformará a criança que, um dia, entrou por sua porta.

E, neste olhar, tanto a formação ética e moral quanto a formação acadêmica têm igual importância.

Na Móbile, o indivíduo que almejamos é o que se posiciona criticamente diante da realidade e torna-se responsável pelo contexto social, buscando nos próprios conhecimentos individuais condições para se tornar um agente transformador.

E como se chega a esse indivíduo?

Já no primeiro contato com o ambiente escolar, a criança percebe que os interlocutores não são mais pai, mãe, avó ou qualquer outro adulto que sempre a acompanhou ─ ela reconhece que novos interlocutores se responsabilizam por sua saúde, segurança e bem-estar. E vai notando que a escola se transforma no segundo espaço de grande valor para a sua formação.

Essa criança que entra na escola aos dois anos permanece em média cinco anos na Educação Infantil, oito no Ensino Fundamental e três no Ensino Médio ─ em todo esse período, observa, aprende e experimenta o exercício de se desenvolver no ambiente escolar.

Da mesma forma que a qualidade das relações familiares é importante, os adultos responsáveis por intermediar as aprendizagens que ocorrem nos espaços da escola, sejam elas acadêmicas ou de convivência social, devem entender a atividade educativa como um conjunto de ações cuja finalidade é favorecer o desenvolvimento das pessoas. Um ambiente de trabalho cooperativo e amistoso, em que há lugar para o afeto e para a crença de que toda pessoa pode transpor obstáculos, fortalece vínculos positivos e garante as diversas aprendizagens propostas pela escola. Quem se sente respeitado em todos os aspectos aceita mais facilmente o outro com suas características, suas funções e seus papéis.

Uma escola que pretende harmonizar as condutas dos professores, garantindo no encaminhamento das situações uma consonância com os calores e princípios que apregoa e com o que pretende ensinar, responsabiliza-se pelas falas e tomadas de decisões de toda uma equipe. Um professor que esteja em harmonia com um projeto educacional como o da Móbile não pode ser apenas especialista em sua matéria; deve ter também como enfoque uma relação de autoridade pautada no valor que os alunos têm pela sua competência em mediar as diversas aprendizagens e pela forma como lida com relações de respeito e de justiça. Trata-se de um professor que vê sua ação como fundamental para o processo de formação de seus alunos, não se restringindo ao ensino de conteúdos conceituais e procedimentais e, sim, ampliando sua ação para intervenções que garantam relações saudáveis de convivência e que promovam a reestruturação do ambiente da sala de aula. É o adulto que não reduz seu comportamento a dar veredictos ─ simplesmente constando quais alunos atingem as metas e quais não; é o adulto que acredita no potencial do aluno e dedica-se a estabelecer metas de superação.

Não é difícil imaginar problemas e peculiaridades esperados para as diferentes etapas de vida e o quanto essas questões refletem em sala de aula e provocam os mais diversos comportamentos que geram conflitos no dia-a-dia da escola. Daí, vemos ser fundamental desenvolver a capacidade do educador em fazer observações e intervenções sobre questões que dizem respeito às regras de convivência social, deixando claro que é de sua responsabilidade estabelecer um ambiente de aprendizagem cooperativo e solidário. Refletir sobre o papel do adulto no processo de formação do adolescente é um exercício que se faz necessário para a construção de uma escola coerente com os princípios que anuncia.

A Móbile é uma escola academicamente exigente, o que não se contrapõe à valorização de outros aspectos fundamentais ─ formar um cidadão que compreende o valor de seu papel social, que respeita os limites, que valida os direitos dos outros, que cumpre os próprios deveres e que estabelece metas a curto, médio e longo prazo.

Pensar sobre como deve agir um educador que se compromete com a formação global de um aluno é fortalecer esse educador para que não estabeleça diálogos nada propositivos com o adolescente, depositando nesse último os fracassos que porventura surjam. Ter disponibilidade para refletir sobre as metas não alcançadas e buscar intervenções que sejam coerentes com os princípios de respeito mútuo, cooperação e tolerância traduzem-se na clareza de que sanções, limites claros e afeto são necessários para a superação de desafios.

Um projeto que valoriza esse perfil de educador exige tempo, disponibilidade e estabelecimento de prioridades. Promover reuniões da equipe para reflexões, discussões e capacitações é um bom caminho para se conseguir que todos tenham um olhar mais atento às relações que um grupo de alunos estabelece, capacitando tanto professores quanto coordenadores a “ler” esse grupo e o discurso implícito que apresenta. Só assim se podem tomar decisões de contenção ou prevenção que correspondam às metas de formação.

Uma escola precisa ter claro o perfil de profissionais que se fazem porta-vozes das idéias da instituição ─ o que está em jogo na relação professor-aluno é a construção da identidade de uma escola.

Cleuza Vilas Boas Bourgogne

Diretora Pedagógica do Ensino Fundamental

Antônio de Freitas da Corte

Vice-diretor Pedagógico do Ensino Fundamental

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