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A VI Mostra Anual de Artes dos alunos da Móbile teve
como tema gerador a primeira fase do Modernismo no Brasil (três
primeiras décadas do século XX, aproximadamente), período que, de acordo
com o autor Wilson Martins, é, simultaneamente, o reflexo de uma
inquietação e de uma insatisfação.
Seja no que se refere à criação de uma nova arte, que corresponderia
mais diretamente à nova sociedade que se formava, o que já se anunciava
nas vanguardas européias; seja no que se refere à própria formação dessa
nova sociedade, inquieta e insatisfeita, uma boa parte da inteligência
brasileira voltou-se, entre outros aspectos, para a discussão do Brasil,
na tentativa de revelá-lo e representá-lo não mais de uma forma
romântica, idealizada, em busca do que poderíamos chamar de nossa
identidade cultural.
Na tentativa de conhecer um pouco mais sobre esse período e
relacioná-lo, em termos gerais, com o período que vivemos hoje, os
alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental e Médio, no primeiro
semestre, iniciaram o trabalho que foi exposto nesta Mostra.
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Respeitando as especificidades de cada ciclo
escolar, crianças e adolescentes realizaram pesquisas e discussões sobre
o tema, visitaram exposições organizadas por museus em comemoração ao
aniversário da Semana de Arte Moderna de 1922, realizaram atividades de
apreciação de obras de artistas ligados ao movimento modernista e
expressaram, plasticamente, sua visão sobre o período em questão, sobre
os artistas estudados e, enfim, sobre nosso país.
Isabel Cabral
vice-diretora
do Ensino Médio |
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A exposição trilhou pelos caminhos de um Brasil representado nas
obras dos mais importantes artistas brasileiros nas primeiras décadas do
século XX: os modernistas. Os alunos construíram, modelaram, pintaram e
desenharam um Brasil não idealizado, mas mais brasileiro, com
contradições culturais e sociais, usando as lições européias da arte
expressionista, cubista, futurista, surrealista e abstrata, num diálogo
feito a mão, mostrando a beleza das cores das nossas paisagens, a
cultura do nosso povo e o sentimento da construção de uma nação
soberana.
Maria Isabel Leme Frias Fernandes – professora de Artes |
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