Estudo do Meio – 7º ano

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Já antes da partida estávamos muito animados. Era difícil conter tanta expectativa, cada nova informação nos remetia a várias dúvidas, incertezas, medos e desafios. Chegou a data de partirmos e, conforme combinamos, todos estavam prontos para o embarque: últimos recados, despedidas, muitas dúvidas, poucas certezas e muita alegria.

Durante a viagem, cantamos, conversamos, assistimos a filmes e, a todo momento, queríamos saber em quanto tempo chegaríamos ao nosso destino. Na parada do ônibus, o reencontro com outros amigos nos acalmava, abraços e sorrisos eram suficientes para nos esquecermos do tempo que até bem pouco era o nosso maior problema.

Chegamos a Cananeia! Movimentação diferente em cada pousada: enquanto as meninas organizavam-se em seus quartos, eles mantinham o olhar fixo na TV assistindo à divulgação dos convocados para a seleção brasileira de 2010. Conhecemos as pousadas e percebemos que na região não há grandes hotéis.

Depois do almoço, nossa primeira atividade foi realizar entrevistas e começar o reconhecimento do lugar que foi proposto para nosso estudo. Conhecemos pescadores, artesãos e uma cooperativa de ostra. Era o início da descoberta de que a pesca feita por canoas, cerco ou redes de pesca ou o artesanato com técnicas transmitidas de pais para filhos garantem a ligação dos antigos habitantes com a região.

No final da tarde, encontramo-nos na praça central de Cananeia, observamos a história de sua construção, a igreja central e a sua representatividade para a comunidade local. Contemplamos a beleza da paisagem natural, realizamos nosso desenho de observação e, para alguns, era o início das entrevistas em trios que aconteceram ao longo da viagem. Embora o entrevistado fosse diferente, todos nós tivemos de vencer a inibição de nos aproximarmos da comunidade local e lidarmos com os imprevistos.

Voltamos a pé para a pousada, e a sensação foi de que estávamos livres, andávamos em grupo observando o lugar, as pessoas, conversando e experimentando algo muito diferente do que estávamos acostumados em nossa cidade de São Paulo.

À noite, os meninos cumpriram a programação que aconteceria com as meninas no dia seguinte: foram ao Naguissa conhecer um restaurante local. Depois, cada grupo, em sua pousada, trabalhou em quartetos trocando a experiência desse primeiro dia e registrando em seus cadernos. Após o trabalho, as meninas participaram de oficina de artesanato e os meninos, jogos de tabuleiro. Hora de descansar.

No dia seguinte, acordamos cedo, como seriam todos os dias, e depois do café da manhã organizamos a nossa saída. Durante o café, com olhares curiosos diante de tantas novidades, os alunos conversavam sobre o que levar na mochila de mão. Turmas divididas: alguns iriam para a Ilha do Cardoso e outros, para a Iguape. Roupas, ônibus e destino diferentes era o tema das conversas durante o café da manhã. Último aviso sobre a importância do uso de protetor solar e repelentes, e todos prontos para partir!

Saída a pé para os que vão para a Ilha do Cardoso. De longe avistam a escuna, filas para colocarem os coletes e entrarem nela. Durante a travessia, é hora de procurarmos pelos golfinhos e aguardarmos o desembarque na praia.

Conhecer diferentes ambientes em um só dia é sempre muito interessante. Praia arenosa é totalmente sem vegetação devido à ação contínua do vento e das ondas. A restinga é uma preocupação, pois tem sido alvo da ocupação humana pela facilidade de acesso. A Mata e o Costão mostram, cada qual, sua especificidade. Foram muitas as explicações, registros fotográficos e desenhos. Almoçar na praia é uma novidade para muitos! Depois de conhecermos e registrarmos todos os ambientes, nada como um bom banho de rio para reunir a turma e relaxar antes de retornarmos para Cananeia.

Enquanto isso, outros colegas apreciavam Iguape, andavam até o ponto mais alto da cidade e tinham o seu cansaço justificado. De cima, a vista é linda e é possível compreender a ligação entre o modo de vida dos habitantes de Iguape e relacioná-lo à história de suas construções, de sua arquitetura, de seus rios, estuários e ao próprio mar como principal fonte de subsistência.

Após almoço no restaurante da cidade, é hora de conhecermos a praça central e seu entorno. Observamos a organização de vida da cidade, visitamos o museu de arqueologia, o SOS Mata Atlântica, o centro de artesanato de Iguape e encerramos a atividades na cidade.

Próximo dia: inversão dos grupos.

Última noite juntos: é hora de conhecermos um grupo de tocadores de fandango e rabeca. Ouvimos as músicas que animam as festas populares e religiosas da cidade e os mais velhos reviveram antigas tradições; é um momento de confraternização entre várias idades. Alguns de nós dançaram animadamente.

Café da manhã encerrado; hora da saída para o mangue, ambiente apreciado por uns e detestado por outros. Cada um conheceu e experimentou o mangue de acordo com o seu limite. No retorno a pé para as pousadas, rostos e corpos cheios de lama e a certeza de não terem vivido nada igual!

Encerrados os trabalhos, é hora de retornarmos para São Paulo. Com certeza, a pesquisa de registros escritos, fotográficos, de testemunhos de vida e a aproximação do trabalho das gerações passadas evidenciaram o costume dos habitantes da região e nos ajudaram a entender as transformações ocorridas. A reunião dos dados contribui para o início da descoberta de que, com as perdas das riquezas, da fonte de renda e sobrevivência da população local, surge o turismo para divulgar o potencial da região, e estamos prontos para discutir: Por que devemos preservar um patrimônio da humanidade?

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