Belo Caos – Jorge Guinle

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BELO CAOS. Esse foi o nome dado à exposição do artista Jorge Guinle (1947-1987), no MAM. As pinceladas vigorosas, as cores sobrepostas e o movimento presente em cada uma das telas orientaram as discussões realizadas em classe.

O ponto de partida foi o estudo das diferenças entre o abstracionismo geométrico e formal. Para isso, os alunos produziram pinturas abstratas a partir de uma interferência, feita por uma linha de fita isolante preta que dividiu o papel em duas partes, colocada num suporte de cartão branco. As obras dos artistas Kandinsky e Mondrian foram referências para estabelecer tal comparação.

Terminado esse trabalho, Jorge Guinle foi apresentado às turmas quando apreciamos uma obra do artista e entendemos o contexto histórico em que produziu suas pinturas. A retrospectiva da década de 80 orientou uma relação importante entre o vigor e a expansão de cores e pinceladas com o momento de abertura política do país.

Nessa etapa, um exercício que explorasse o movimento e o gesto foi proposto. Nominado de “desenho sem fio”, os alunos foram enfileirados com uma folha de desenho A3 colada nas costas. O ultimo da fila começa um desenho com giz de cera no aluno da frente. Esse percebe o movimento e tenta reproduzir o que sente em suas costas no próximo aluno  e assim por diante. Ao final da atividade,  os desenhos foram apreciados por todos e em seguida, criaram uma imagem usando pastel oleoso e escreveram comentários sobre a vivência corporal.

“Achei divertido fazer este exercício. Percebi que o telefone sem fio pelo tato, é mais difícil  do que pela audição. Você precisa se concentrar bem e prestar atenção para entender as mensagens.”
Luiz Guilherme

“Eu percebi que sentir é mais difícil que ouvir.”
Thiago Santoro

“Eu achei o exercício difícil, porém muito interessante. A percepção do desenho feito nas costas, como um telefone sem fio, acaba com um desenho totalmente diferente do inicial”.
Daniela Zanetti

“Eu achei muito difícil identificar os traços feitos no papel que estava colado em minhas costas, e é mais fácil entender palavra por telefone sem fio.”
Paula Helena

“Eu achei uma experiência muito diferente, pois desenhar o que você sente, e lembrar  onde estavam os outros riscos para tentar imitar, é bem mais difícil do que somente ouvir e passar adiante.”
Julia Favati

No MAM, percorremos o espaço expositivo e apreciamos as diferentes obras. Os alunos, em contato com as grandes telas, puderam exercitar a análise formal quando refletiram sobre  cor, textura, perspectiva, luz e sombra.

Para finalizar, os educadores do Museu propuseram uma oficina onde os alunos produziram um desenho coletivo. O gesto, na amplitude ou na contenção dos movimentos,  foi mais uma vez experimentado.
Na volta para escola, formalizamos alguns conteúdos trabalhados no espaço expositivo. Elementos presentes nas obras do artista como textura, pincelada, cor, formas foram também analisados em obras de outros artistas.

Veja algumas fotos da visita à exposição.

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