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Recreio Melhor – 2007
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Como
podemos ter um recreio melhor?
Foi pensando em
responder a essa questão que os representantes dos 6°s e 7°s
anos se reuniram uma vez por semana durante o mês de maio.
É claro que a pergunta
feita dá margem à imaginação e querer transformar a escola em um clube é
um caminho bastante tentador. Mas, com certeza, faz parte do processo de
amadurecimento e do desenvolvimento do papel de representante reconhecer o
espaço coletivo e seus limites e, assim, criar, sugerir e planejar
atividades que possam ser prazerosas e responder aos interesses da
maioria.
Nesses encontros,
os representantes refletiram sobre o número de alunos que participam do
recreio, estimaram as conseqüências de se deixar, por exemplo, que um
grupo muito grande corra durante o intervalo por toda a escola.
As discussões
promoveram a avaliação de questões ligadas à segurança, com o objetivo de
tornar o recreio um momento de convívio social agradável e seguro.
A participação dos representantes nessas reuniões tornou o grupo
mais capacitado e maduro para analisar as sugestões de atividades e para a
tomada de decisões que visam ao bem comum.
O grupo de
representantes organizou comissões que se responsabilizaram por planejar
as seguintes atividades no recreio:
Minibasquete –
Gabriel Amorin, Rafael Coiro e Zeca.
Campeonato de
pingue-pongue – Marcelo Possato, Matteus Balzano e Gabriel Ribas.
Campeonato de xadrez
– Iaggo e Nicolas.
A etapa posterior do
projeto consistiu em tomar algumas decisões em grupo, buscando sempre ter
um critério de justiça e transparência nas práticas adotadas. Dessa forma,
montamos as chaves em um sorteio público, com a presença de todos os
inscritos, deferíamos as regras baseando-nos nas modalidades escolhidas,
mas também considerando a duração do intervalo, e fizemos uma divulgação
nas salas de aula e em painéis de maneira a estimular e atingir o maior
número de participantes.
Tendo organizado a
estrutura da programação, demos início aos dois campeonatos, xadrez e
pingue-pongue, bem como passamos a utilizar a cesta de minibasquete. O
campeonato de xadrez teve vinte e um inscritos e o de pingue-pongue,
trinta. Quanto ao minibasquete, os representantes responsáveis pela
comissão estabelecerem regras e um rodízio que orientava a prática do jogo.
Observamos ao longo desse período que se estendeu por quase um mês não
só a mobilização dos inscritos, como também a presença de um grupo de
alunos que acompanhava e assistia ao torneio. Foi também importante e
estimulante para os alunos a participação de alguns professores nos
campeonatos.
Mobilizar os alunos
para uma tarefa produtiva e de interesse, e que estimule a participação
deles em vários níveis, com certeza faz com que aquilo que eles
constroem, e que por eles é projetado, seja concebido como um valor.
Podemos afirmar que os campeonatos transcorreram de forma muito positiva.
Os impasses, especialmente nos jogos de xadrez, foram discutidos e
encaminhados de forma madura. A torcida soube com respeito ter o seu
favoritismo sem, contudo, enfraquecer o adversário. Os jogadores do mini-basquete têm se responsabilizado pela guarda e cuidado com as bolinhas e
cestas que foram espalhadas pela escola e cobram dos colegas quando
reconhecem o mau uso do material, reividicando a preservação daquilo que
conquistaram E finalmente, são vários os alunos que nos perguntam sobre
quando teremos um novo campeonato.
A nossa próxima meta é
de no 2° semestre, estimular ainda mais os representantes de classe na
condução dos torneios e atividades durante o recreio. |
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Dando continuidade ao projeto “Para um recreio melhor” que teve início no primeiro semestre, retomamos essa idéia já nas primeiras aulas de agosto. Tínhamos como meta responsabilizar cada vez mais os alunos na coordenação dos torneios, e por outro lado envolver mais o público feminino uma vez que a adesão aos campeonatos anteriores foi prioritariamente masculina. Assim, encaminhamos a eleição dos representantes do 2º semestre tendo como foco essas metas de trabalho. Já na primeira reunião, com a participação dos novos representantes, definimos que eles deveriam fazer um levantamento com os colegas de classe, escolhendo três modalidades esportivas ou de entretenimento para desenvolvermos durante o recreio. Definimos então, após a apresentação das modalidades escolhidas pelos 6ºs e 7ºs anos, que realizaríamos três campeonatos: mini basquete, pingue pongue e o inovador campeonato de pular corda. Escolhemos coordenadores para cada um desses torneios. Os coordenadores tiveram a responsabilidade de divulgar os campeonatos, construir as urnas, estabelecer as regras e realizar o sorteio público. Além disso, durante o recreio tinham a incumbência de recolher os resultados e divulgá-los para os colegas. Após um sorteio público e apresentação das regras que orientariam os campeonatos, iniciamos os torneios no dia 17 de setembro.
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